Elas vão decidir as eleições em Ribeirão Preto

Jornal A Cidade – Monize Zampieri – 20/03/16 – Leia a publicação original

O candidato que quiser alcançar uma cadeira na Câmara de Vereadores ou assumir o comando do Palácio Rio Branco terá, sobretudo, de conquistar o eleitorado feminino.

Isso mesmo: são as mulheres que vão decidir as eleições de outubro em Ribeirão Preto. Elas representam 53,7% (231 mil) dos 429,9 mil eleitores da cidade, segundo dados atualizados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As mulheres com idade entre 25 e 59 anos são a maioria – representam 151 mil ou 65,3% do eleitorado feminino. Mais de 57,7 mil tem entre 45 e 59 anos, enquanto que 48,8 mil estão com idade entre 25 e 34 anos e as outras 44,4 mil têm entre 35 e 44 anos.

Especialistas afirmam que, justamente por ser maioria, as mulheres se tornarão o principal alvo dos candidatos na campanha eleitoral que começa em agosto. “Não só pelo fato de as mulheres serem maioria, mas porque muitas delas são chefes de família”, diz o consultor político Helder de Carvalho.

E erra quem pensa que é fácil influenciar o “sexo frágil”. Mais presente que os homens nas universidades e até no mercado de trabalho, a mulher está mais exigente.

Até pelos recentes escândalos de corrupção trazidos à tona pela Operação Lava Jato, elas são unânimes em repudiar o político corrupto e de maus antecedentes e exaltar a honestidade como principal virtude de quem busca representar o povo no Poder Executivo ou no Legislativo.

Para a artista visual Fabiana Salomão, 40 anos, moradora da Vila Seixas, o histórico é essencial na escolha de um candidato. “Ser ficha limpa é imprescindível para que um político se torne representante do povo. E não é só escolher: o brasileiro precisa aprender a exigir o que deve ser feito, acompanhar as decisões, enfim, ser mais atuante”, enfatizou.

São tantos os escândalos envolvendo diferentes siglas que, para a grande maioria dos entrevistados, a legenda passou a não ter importância na hora de escolher um candidato. “O partido é indiferente porque em todos têm gente boa e gente ruim”, frisa a vendedora Priscila de Paula, 41 anos.

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