Marina Silva no PSB.

Confesso que me surpreendi com a filiação da Marina Silva ao PSB. Acreditava muito mais na sua filiação ao PEN (Partido Ecológico Nacional) ou até mesmo ao PROS, embora esse último com muito menos possibilidade.

Apostava no PEN porque, uma vez nesse partido, seria a liderança política natural, e não uma sombra. Possivelmente levaria ao PEN – ainda que de maneira temporária – muitas lideranças regionais que, seguindo-a, pularam do barco do PV para ingressar na Rede. Essa possibilidade pode não acontecer no PSB, pois muitas dessas lideranças podem ser vereadores, prefeitos e deputados que, ao migrar para o PEN mantém seus mandatos, ao contrário de que se a opção for pelo PSB.

O PEN está disposto à ter um candidato à presidente, assim ela teria a opção de ser candidata a presidente pelo próprio PEN ou, negociar internamente no partido para ser vice na Chapa do PSB, ganhando os três com essa possibilidade. Penso que agregaria muito mais força à disputa presidencial, não somente pelos segundos de TV do PEN, ou pela estrutura que o PEN vem montando a algum tempo,  mas principalmente pelos seus próprios seguidores que votam de maneira digamos, ecológica e compõem parte dos votos que ela obteve em 2010. Fortaleceria o PEN que, em futuras disputas, poderia ser fiel escudeiro e aliado à Rede.

Também serve de claro recado à Dilma. O cenário não está completo e a eleição não está ganha, como vem propagandeando o João Santana, com um desdém quase estratégico. Não vai valer atacar o ‘oportunismo’ da aliança entre a  Marina e o  Eduardo, pois isso não levará a lugar nenhum. Hora de segurar o leme com mais firmeza.

De qualquer forma, melhor esperar. Desse jogo ainda existe muitas possibilidades que podem nos surpreender.

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